quarta-feira, 18 de agosto de 2010

O valor de uma recordação

Me lembro bem do último carnaval, conheci uma menina que me passava uma energia muito boa, não demorou muito e criamos um vínculo, fraco, mas os assuntos corriam soltos.
Durante as trocas de informações, muitas vezes ela me passava uma idéia de sabedoria, inteligencia que condiziam bem com o estilo, cabelos pretos ondulados, um corpo um tanto quanto escultural com algumas gordurinhas mas bem destribúidas em um jeans com camiseta e all star. Confesso que sempre invejei aquela inteligência, via as pessoas à nossa volta e todos olhavam fixamente a menina interpretar, fazer piadas inteligentes e contar experiências em meio aos beijos do namorado.
Era incrível! Eu sempre quis ter tantas histórias pra contar, tantas piadas pra fazer, sempre quis entender um pouco mais de política, história e geografia, mas algo me dizia que nunca ia chegar aos pés dela. A menina ainda escrevia! Puxa! E como escrevia bem, palavras robustas, textos reflexivos, complicados à qualquer inciante, parece que as aulas de redação surtiam um efeito especial e tentador.
Além de todas essas qualidades, possuia uma inspiração sem igual.
Outro dia, reencontrei essa menina quase que realizada, seus objetivos tinham sido alcançados e estava mais bonita do que nunca, mas algo estava diferente, os olhos já não se voltavam mais pra ela, parecia tudo uma imagem feita que foi desfeita com o tempo.

A menina já não escrevia mais tão bem e a inspiração não era mais de dar inveja.
Corri pra casa e peguei meu bloquinho pra fazer as anotações do dia, quando parei pra analizar o encontro, me peguei pensando que a história e a geografia eram quase parte de mim (ok, a geografia nem tanto), as minhas piadas cada vez mais se tornavam inteligentes e todos os olhos podiam não se voltar pra mim de uma vez só, mas pouco a pouco conquistei alguns, conquistei o melhor par de olhos que eu poderia ter conquistado.
Parei de escrever no bloquinho e dei uma olhada pra ver se não tinha esquecido nada, as unicas palavras que estavam escritas eram:
Menina porque te perdestes? Não vês que ainda tens o mundo em tuas mãos? Agarre-o! Mas, por favor, ache tua inspiração, creio que sem ela, não serás nada.

quinta-feira, 5 de agosto de 2010

Indecisão tardia


Nunca achei que eu fosse uma péssima escritora até chegar no ultimo ano da escola. Escolhi o jornalismo como estilo de vida há anos e só hoje me peguei na dúvida se terei sucesso na profissão. Meus textos não são divertidos e estão bem longe de serem bons, vejo outros blogs e parece que as palavras saem das bocas de seus autores como o sol brilha durante o dia, é tudo tão fácil, errante, gostoso que me dá desgosto de olhar pra cá e ver uma adolescente revoltada achando que está nos anos 80 e pode mudar o mundo... Coitada, longe disso!


Nunca tinha reparado que meus textos não têm tantos fundamentos assim, a maioria é sem pé nem cabeça e realmente passam a mensagem de uma menina apaixonada pela vida, mas ainda confusa... Quisera eu não ter tido dúvidas!


Agora me vejo em uma ponte, sem saber se pulo no rio ou se peço carona.